O dia tranformou-se em noite e o brilho da Lua iluminava o palco da guerra. As estrelas refletidas em sua humilde presença faziam daquela batalha um conto de fadas sem um final feliz e em vez do era uma vez, iniciava mais um dia daqueles. Os soldados na maioria das vezes descontentes com suas funções pareciam ignorar as causas do martírio, querendo salvar a si mesmos sem se preocupar em levar vantagem disto. Pobres homens. Educados a uma cultura de capital, onde números regem vidas. Por aqui, eles representam os números, cada corpo aumenta a soma de um cálculo sem fim. Mais corpos, mais corpos. Estamos perdidos? Por enquanto não. Ainda há esperança. Que soldados são estes que tem medo? Somos todos iguais, somos todos imortais, quem se importa conosco? Nossas famílias? Você deve se esquecer delas ao entrar neste jogo. Vamos brincar de bangue-bangue com balas de chumbo e armas de fogo.
Bem-vindos ao meu mundo, onde o capital gira e os corpos caem. Meros defuntos de uma guerra particular. Dilcaeramentos a parte. Que vivam felizes para sempre aqueles que sobreviveram. E que as estrelas triunfem ao nosso martírio. Porque somente elas se lembram de nós.
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