Dark Way/
Dentro de mim guardo uma outra face de mim. E sobre ela um pequeno livro que com versos negros atravessam meu coração. Acabo por sendo meu próprio monstro, meu próprio inimigo que às vezes tão sozinho não tem a quem recorrer. E nestes olhos tão belos, devo parar de temer. Que do espelho invés da vida. Só se enxerga o medo. Não tenho tanta inveja, mas do que sofrer posso eu? Se nem meus inimigos mais me assusto e nem sabem quem sou eu. Faço destes versos sujos uma parte de meu enterro que da vida haja luz e que o resto não seja negro.
Romantic Way/
Cheio de alegria eu convivo com parte de mim em cinzas.Meu corpo pulsa em tuas veias, e meu coração só pensa em ti. Morrer hei de ficar sozinho mas mesmo assim ficará aqui. Destruído, dilacerado. Que emoções a fazem assim? Seriam meus sonhos ou meus gritos que a deixam de fazê-la bela? Teu rosto tanto me encanta e meus risos só são para ela.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
domingo, 26 de outubro de 2008
Fábula do Guerreiro Inca
O dia tranformou-se em noite e o brilho da Lua iluminava o palco da guerra. As estrelas refletidas em sua humilde presença faziam daquela batalha um conto de fadas sem um final feliz e em vez do era uma vez, iniciava mais um dia daqueles. Os soldados na maioria das vezes descontentes com suas funções pareciam ignorar as causas do martírio, querendo salvar a si mesmos sem se preocupar em levar vantagem disto. Pobres homens. Educados a uma cultura de capital, onde números regem vidas. Por aqui, eles representam os números, cada corpo aumenta a soma de um cálculo sem fim. Mais corpos, mais corpos. Estamos perdidos? Por enquanto não. Ainda há esperança. Que soldados são estes que tem medo? Somos todos iguais, somos todos imortais, quem se importa conosco? Nossas famílias? Você deve se esquecer delas ao entrar neste jogo. Vamos brincar de bangue-bangue com balas de chumbo e armas de fogo.
Bem-vindos ao meu mundo, onde o capital gira e os corpos caem. Meros defuntos de uma guerra particular. Dilcaeramentos a parte. Que vivam felizes para sempre aqueles que sobreviveram. E que as estrelas triunfem ao nosso martírio. Porque somente elas se lembram de nós.
domingo, 5 de outubro de 2008
Isaac, Seu Café Está Pronto
É interessante notar o comportamento de algumas pessoas quando expostas a um público. Claro, o nervosismo, o sangue frio, a opinião, a repressão. Tudo isso implica numa mudança de comportamento. Uma hora ou outra, somos obrigados a encarar alguém. Sejam milhões em um estádio de futebol ou sua namorada em um encontro a luz de velas. Sempre teremos que tomar decisões rápidas, falar coisas que não queremos e fazer coisas que não conseguimos. Tudo para depois do jogo, sermos ditos como heróis ou vilões, afinal a sociedade precisa de personagens. E por isso, ou melhor para isso que vamos em lugares finos, nos trajamos bem, compramos flores para nossas esposas. Tudo para no final do dia, ouvirmos dos desconhecidos que somos educados ou como parecemos homenzinhos com certas roupas.... Como se vivêssemos de elogios. Não, não vivemos de elogios, apenas parecem soar bem conosco.
Heróis ou não, seremos obrigados a encarar comentários, rivalidades, costumes.... Talvez, o medo de palco, nos deixem mais fortes, todos aqueles olhos profundos, de pessoas na maioria das vezes ansiosas como se tivéssemos as respostas para suas perguntas, como se tivéssemos a cura para suas doenças ou quem sabe a cura para os seus tédios. Não, apesar dos elogios de sermos bonzinhos e gentis, não temos a cura para os seus problemas.
De um Pseudopalestrante.
G. BoaVista
Heróis ou não, seremos obrigados a encarar comentários, rivalidades, costumes.... Talvez, o medo de palco, nos deixem mais fortes, todos aqueles olhos profundos, de pessoas na maioria das vezes ansiosas como se tivéssemos as respostas para suas perguntas, como se tivéssemos a cura para suas doenças ou quem sabe a cura para os seus tédios. Não, apesar dos elogios de sermos bonzinhos e gentis, não temos a cura para os seus problemas.
De um Pseudopalestrante.
G. BoaVista
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