quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Soldados, Não Heróis


Eram 2 da manhã quando o despertador soou barulhento e misterioso, minha perna ainda doía. Todos aqueles confiáveis soldados estavam mantendo suas armas em suas mochilas para usá-las na guerra do Oriente Médio.


O comandante pediu-nos para dirigir através do acampamento para ouvirmos o ataque de nossos inimigos. A base principal estava sendo atacada e todos os rádios tinha mensagens de dor e ajuda. Eu ainda não tinha me acostumado àquele céu vermelho-sangue e à toda violência daquele lugar. Nosso carro deixou-nos em Cabul e foi embora, levando consigo as nossas esperanças de vida. Nesta guerra, alguns bravos soldados morreram, mas Deus deixou-nos viver para que pudéssemos defender a nossa sagrada terra natal. Meu pé, continuava com cicatrizes e minha língua estava suja com o amargo gosto do petróleo jorrado da terra da prosperidade. Nosso objetivo era o mesmo que de nossos familiares desaparecidos: Matar os culpados por todo aquele pesadelo.

Enfim, quando nós achá-los, recuperaremos nossa honra e então os soldados aprenderão que o céu não é vermelho e que a prosperidade não é amarga.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Sobre Heróis e Salamandras

Dark Way/

Dentro de mim guardo uma outra face de mim. E sobre ela um pequeno livro que com versos negros atravessam meu coração. Acabo por sendo meu próprio monstro, meu próprio inimigo que às vezes tão sozinho não tem a quem recorrer. E nestes olhos tão belos, devo parar de temer. Que do espelho invés da vida. Só se enxerga o medo. Não tenho tanta inveja, mas do que sofrer posso eu? Se nem meus inimigos mais me assusto e nem sabem quem sou eu. Faço destes versos sujos uma parte de meu enterro que da vida haja luz e que o resto não seja negro.

Romantic Way/

Cheio de alegria eu convivo com parte de mim em cinzas.Meu corpo pulsa em tuas veias, e meu coração só pensa em ti. Morrer hei de ficar sozinho mas mesmo assim ficará aqui. Destruído, dilacerado. Que emoções a fazem assim? Seriam meus sonhos ou meus gritos que a deixam de fazê-la bela? Teu rosto tanto me encanta e meus risos só são para ela.

domingo, 26 de outubro de 2008

Fábula do Guerreiro Inca



O dia tranformou-se em noite e o brilho da Lua iluminava o palco da guerra. As estrelas refletidas em sua humilde presença faziam daquela batalha um conto de fadas sem um final feliz e em vez do era uma vez, iniciava mais um dia daqueles. Os soldados na maioria das vezes descontentes com suas funções pareciam ignorar as causas do martírio, querendo salvar a si mesmos sem se preocupar em levar vantagem disto. Pobres homens. Educados a uma cultura de capital, onde números regem vidas. Por aqui, eles representam os números, cada corpo aumenta a soma de um cálculo sem fim. Mais corpos, mais corpos. Estamos perdidos? Por enquanto não. Ainda há esperança. Que soldados são estes que tem medo? Somos todos iguais, somos todos imortais, quem se importa conosco? Nossas famílias? Você deve se esquecer delas ao entrar neste jogo. Vamos brincar de bangue-bangue com balas de chumbo e armas de fogo.


Bem-vindos ao meu mundo, onde o capital gira e os corpos caem. Meros defuntos de uma guerra particular. Dilcaeramentos a parte. Que vivam felizes para sempre aqueles que sobreviveram. E que as estrelas triunfem ao nosso martírio. Porque somente elas se lembram de nós.




domingo, 5 de outubro de 2008

Isaac, Seu Café Está Pronto


É interessante notar o comportamento de algumas pessoas quando expostas a um público. Claro, o nervosismo, o sangue frio, a opinião, a repressão. Tudo isso implica numa mudança de comportamento. Uma hora ou outra, somos obrigados a encarar alguém. Sejam milhões em um estádio de futebol ou sua namorada em um encontro a luz de velas. Sempre teremos que tomar decisões rápidas, falar coisas que não queremos e fazer coisas que não conseguimos. Tudo para depois do jogo, sermos ditos como heróis ou vilões, afinal a sociedade precisa de personagens. E por isso, ou melhor para isso que vamos em lugares finos, nos trajamos bem, compramos flores para nossas esposas. Tudo para no final do dia, ouvirmos dos desconhecidos que somos educados ou como parecemos homenzinhos com certas roupas.... Como se vivêssemos de elogios. Não, não vivemos de elogios, apenas parecem soar bem conosco.
Heróis ou não, seremos obrigados a encarar comentários, rivalidades, costumes.... Talvez, o medo de palco, nos deixem mais fortes, todos aqueles olhos profundos, de pessoas na maioria das vezes ansiosas como se tivéssemos as respostas para suas perguntas, como se tivéssemos a cura para suas doenças ou quem sabe a cura para os seus tédios. Não, apesar dos elogios de sermos bonzinhos e gentis, não temos a cura para os seus problemas.

De um Pseudopalestrante.

G. BoaVista

sábado, 13 de setembro de 2008

Revolução Maquiavélica


Caríssimos!


Tempos destes, comecei a sonhar acordar, como faço quase todo tempo, às vezes perdidos em outros tempos, às vezes perdido em outras situações, mas sempre perdido, comecei a planejar uma revolta brasileira. Imaginei tudo, das pessoas rebelando até as entrevistas pós-revolucionárias. Para falar a verdade, durante toda a minha vida sonhei em participar de algum tipo de manifesto, seja qual for a causa ou a circunstância. Cheguei a pensar em entrar de alguma organização, como UNE. Mas li em algum lugar que ela tinha se tornado mais uma conglomeração de aliados do governo. Entretanto, sonhei com uma revolução civil, em que todos seguiriam rumo a Brasília, proclamando gritos de liberdade e ética pelos corredores da Câmara e Senado. A revolução envolveria cidadãos de todas as partes do Brasil, do Oiapoque ao Chuí passando por cidades ribeirinhas, metrópoles e zonas agrárias. Cercaríamos o Congresso Nacional, e começaríamos a invasão. Inicialmente de modo diplomático, com educação e classe, pedíriamos aos seguranças para falarmos com o presidente ou o vice. Seríamos em grande número, boa parte do país estaria ali. Não haveria negação. Milhares e milhares de pessoas, em busca de justiça. O presidente não aceitaria, partíriamos para a ignorância, insistiríamos e invadiríamos o Palácio, onde nos alojaríamos e expulsaríamos (ou não.) os Senhores ministros e os Excelentíssimos Senhores Deputados. Aquela seria a Casa do Povo. Literalmente. Não necessitariamos fazer mais nada. Até lá, o presidente já estaria ciente. Quando chegasse, em sua limusine Rolls-Royce, falaria comigo ou com qualquer outro líder de tudo aquilo, conversaríamos sobre a situação política do país e como está sendo utilizado o dinheiro público, não chegaríamos a conclusão alguma, até então, iniciármos a nossa real rebeldia. Todos aqueles rebeldes, construiriam uma nova sociedade, em que cada pessoa deveria contruir pelo menos uma escola ou um hospital ou uma delegacia por ano. Não pelas suas próprias mãos, mas pagando pelo cimento, pelo tijolo e pelos salários dos médicos e carcerários. Assim, não haveria corrupção. Cada um receberia uma lista de coisas a comprar, e invés de impostos, haveria recolhimento de produtos. Beneficiaríamos a indústria, a população e a nós mesmos. E não teríamos mais que sustentar este bando de político corrupto.


Eis aqui, professora, a minha redação sobre política.


De um cara que não é eleitor, e também não é cego.





domingo, 9 de março de 2008

Cantos e Alegoria para uma Tarde Sem Noção


Eu gosto de escrever sobre o tempo. Talvez o tempo seja o meu melhor amigo. Talvez ele seja o fator mais importante para mim. Neste exato momento são 14:44 de um dia ensolarado em uma avenida importante de algum lugar do mundo.


Neste momento, famílias inteiras estão pedindo aos céus pra que recebam as graças. Enquanot eu escrevo, os minutos passam cada vez mais rápidos. Minutos estes que só serão recuperados se forem relatados em algum tempo posterior. Se eu pensar bem, a nossa vida gira em torno de um círculo com números de 1 a 12 e com setas apontando para elas. O relógio. Tantos modelos, marcas, cores, sons.... Que dizem a mesma coisa. Dizem que estamos atrasados, que faltam 15 para as 3, que dizem que estamos envelhecendo. Estamos envelhecendo. Cada vez mais rápido, e só sabemos disto por causa deste aparelho. Se talvez nunca soubéssemos que agora são quinze para as três do dia 9 de março de 2008, talvez nunca soubéssemos que iríamos envelhecer e que talvez um dia nós morreríamos. Se não soubéssemos que daqui alguns meses faremos aniversário e aí teríamos somado mais um ano de vida na Terra tavez nunca saberíamos que aquele seu vizinho tem 67 anos e que sobreviveu as marcas do tempo. Talvez se não soubéssemos do tempo que perdemos em reclamações na operadora local, nunca repararíamos em como somos velhos.


- Talvez nunca saberíamos que um dia o Sol iria se apagar e que a camada de ozônio iria ser rompida.



De um velho ranzinza.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Tens que ter Paciência!

Caríssimos Romanos!


Viajei semana passada para Buenos Aires. Uma linda viagem por sinal.

A nossa saga se inicia no dia 08 de janeiro deste ano, mais precisamente em uma terça-feira. Fui com destino a Porto Alegre, enfrentei uma viagem de aproximandamente 2 horas... Algo muito normal, para todos que moram na Serra e no interior do Estado. O velocímetro marcava ora 60 ora 80 quilômetros por hora... Sabíamos que esta seria uma das melhores viagens que já fizemos, sabíamos que era a nossa primeira viagem internacional e que tudo por lá seria estranho, desconhecido e desmotivador, mas mesmo asism queríamos mudar de ares.

Chegamos na capital ao amanhecer, onde todas as indústrias, lojas e movimentos estavam ainda a acordar. O aeroporto estava um pouco vazio, mas não o suficiente de estarmos ao ermo. No pátio haviam duas aeronaves da TAM e duas da NHT (regional), estas com destino a Uruguaiana e Rio Grande, aquelas para SP e RJ.

Nosso vôo era o único da Aerolineas e também o único internacional daquela última hora. Já no portão 1, haviam aproximadamente umas 40 pessoas, nada mais certo para um vôo de 1 e meia...

A viagem em si, foi algo muito calmo se não fosse o estado das aeromoças (tinha um cara também), que estavam sujos de algo marrom que devia ser café ou algo muito nojento, o piloto que estava com a barba a fazer e com os cabelos totalmente arrepiados mais parecenod um louco do que um comandante. O único momento em que espantei-me foi ao aproximar-se do aeroporto e ainda acima do nível das nuvens, o comandante baixou-se violentamente 100 metros. Meu coração, junto com o de todos saltara pela boca, já que jamais se havia sentido aquilo.
A decolagem foi ótima, ao contrário do que todos pensavam, tanto pelo estado do comandante tanto pela situação anteriormente descrita.Saímos do avião e nos dirigirmos a esteira, onde tudo ocorreu normalmente... Saímos de lá e nos demos conta de que o aeroporto estava a 45 minutos do ccentro de Buenos Aires.. Claor que havia uma van nos esperando e foi isto que sucedeu a vinda a Buenos Aires. Quando cheganmos a cidade, percebemos que ali se fazia uma temperatura de 37/38 graus, tendo uma sensação térmica de 40/41 graus, algo incômodo para nós que estávamos cansados. Fomos ao hotel, dormimos e esperamos chegar o segundo dia.
Tudo ocorreu bem nos 2 dias que permanecemos na cidade, muito lugares belos, arquiteturas diferentes, lugares históricos, tudo que uma viagem normal tem a nos ofer3ecer. Nosso almoço e janta eram extremamente diferetnes, já que não conhecíamos aquele lugar. Íamos a restaurantes pertos e que nos pareciam convincentes, algumas vezes acertamos noutras erramos, mas enfim tudo estava bem até a volta.

Era 11 de janeiro de 2008, a temperatura já estava amena, játinhamos ido para todos os pontos turísticos e tudo que queríamos era ir embora e foi o que fizemos, pegamos a van que nos era designada em direção ao aeroporto (novamente 45 minutos), onde ficamos discutindo política com o motorista.. mas enfim, chegamos ao aeroport e nos deparamos com a seguine situação:

Pessoas gritando ao fundo, mais precisamente no balcão da Aerolíneas Argentinas, uma fila que se estendia a toda a extensão do aeroporto, balcão de informações lotado. O nosso vôo sairia as 15:30, ainda eram 11:30 da manhã, nosso vôo da Aerolíneas devia nos pegar e ir.. Quando perguntamos a uma funconária do guichê de informações tudo que me disse é que não haviam funcionários da companhia trabalhando e que passageiros de ontem, estavam impedindo que houvesse check-in e que alguém voasse naquele dia. Tudo que podiamos fazer era entrar naquela fila e esperar que algo fosse feito. Já estávamos na fila que não dava em lugar algum, não haviam bancos para se sentar, então improvisamos um carrinho de levar mala e alguns papelões para o fazermos. Lá na frente, descobri que um vôo do dia 10 de janeiro, com desitno a Bogotá fora cancelado por motivos desconhecidos e que os passageiros de ontem se juntaram com os passageiros do dia 11 e que o vôo estava lotado e ainda sim sobravam 60 passageiros do lado de fora. A solução? Achar 60 "voluntários" que quisessem ficar em Buenos Aires até domingo por conta da Aeorlineas.Algo que não resolveu muito, já que todos haviam planos para se cumprir. Mas após uma hora e meia ou mais,haviam encontrado as 60 pessoas que partiram imediatamente para alum lugar desconhecido no centro da cidade.

Achavam todos que após isto, tudo estava resolvido, mal sabiam que isso era apenas um presságio para o que viria. Voltamos a fila e esperamos mais umas duas horas sem qualquer tipo de informação ou gente que poderia nos informar de qualquer coisa sobre quaisquer vôos.Desde que chegamos, andamos uns 3 ou 4 passos isso devido a desistência de alguns passageiros que retornavam para suas casas em busca de comida e descanso, o que não era o nosso caso já que estávamos indo para casa. Após mais algum tempo, o nosso vôo já estava atrasado e todos os vôos anteriores da Aerolineas também haviam atrasado ou cancelados. Tudo que sabíamos er aque ninguém sabia de nada, nem ao menos as pessoas que trabalhavam no balcão de informação podiam nos informar. Após mais algumas incansáveis horas sem fazer nada, tentamos descobrir a razão de ninguém estar trabalhando, e o que descobrimos? Os pilotos e os agentes da companhia em terra resolveram fazer greve e todos os vôos haviam parado. Mais umas duas horas esperando nada acontecer. Agora já deviam de ser umas 16:30 da tarde, o nosso vôo estava cancelado, não havia nada a fazer. Já anoitecia quando descobrimos que estava havendo uma reunião no andar superior do aeroporto, onde haviam muitos passageiros e curiosos nos corredores, todos encostados com o ouvido na parede. Vimos que o caos havia se intaurado, anteriormente as pessoas gritando como loucas, batendo palmas e pedindo explicações. Descemos e ficmaos na fila (já estávmaos fazia umas 6 ou 7 horas, basta contar), e meia hora depois, todos os vôos da Aerolineas Argentinas naquele dia haviam sido cancelados e os passageiros deviam aguardar o que se fazia. Eram aproximadamente, 12:30 da noite,

Continua daqui a algumas hora,s quando eu voltar ou tiver vontad ede fazer algo...


Tenha paciência!