domingo, 26 de julho de 2009

Codinome Suco

Achei este um título bom. Me lembra suco. Sei lá porque.

Hoje eu resolvi reescrever nete blog.

Não que algum sentimento infame tenh me lembrado dessa pucilga ou algo parecido... É que eu li o blog do vini e fiquei putaço com o descaso que tive nessses últimos anos. Então eu reli algumas postagens e alguns rascunhos que jamais serão mostrados a vocês (MWAHAHAHAHA), enfim este é um post de sobrevivência que tem o intuito de basicamente dizer que eu ainda não morri com o efeito do lítio. Não que isso tenha algum sentido. Mas enfim...

Acabbou. com double b pra dar efeito e porque eu estou com preguiça de voltar.

sábado, 7 de março de 2009

Bet the Stars.

Hoje eu me sinto grande. Muito grande. Talvez até maior do que os meus pensamentos. Sabe, às vezes a realidade parece severa, mas quando se é grande, a gente quer que a realidade não passe mais do que aqueles eternos 5 minutos. Aquela trilha sonora, aquele cheiro no ar. Vida! Que vida mais garrida tenho eu. Mas agora sou grande. Enorme. Abraço-lhe com minhas mãos que abraçaria ao mundo inteiro e no instante segunte engulo-te como se engolisse a mim mesmo, como se a raiva fosse um verme que de uma hora para outra não existe. E não é notada.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Tchubaruba


É necessário reconhecer que algum Deus sorriu.

E dizer que deixei-me levar pelas músicas levianas que me envolveram até o último fio de cabelo. E agora levito. Pela sala, pelo quarto. Pelo mundo. E como uma sinfonia simples que nasce e se propaga, propaguei-me e esvai-me pelos pequenos cantos do cômodo. Alegre e sorridente, hoje canto pelas ruazinhas da vizinhança sem medo da opinião, dos outros ou mesmo de vocês, leitores. Hoje estou leve, talvez nas nuvens ou um pouco acima delas, olhando de cima o que já fiz e o que ainda planejo fazer da minha vida. E daqu de cima vejo que arrependimentos não ferem mais, não me consomem como já consumiram e tudo que me resta agora é cantar por estas ruazinhas de onde o bonde passa vez ou outra levando de mim o que restou do passado.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Soldados, Não Heróis


Eram 2 da manhã quando o despertador soou barulhento e misterioso, minha perna ainda doía. Todos aqueles confiáveis soldados estavam mantendo suas armas em suas mochilas para usá-las na guerra do Oriente Médio.


O comandante pediu-nos para dirigir através do acampamento para ouvirmos o ataque de nossos inimigos. A base principal estava sendo atacada e todos os rádios tinha mensagens de dor e ajuda. Eu ainda não tinha me acostumado àquele céu vermelho-sangue e à toda violência daquele lugar. Nosso carro deixou-nos em Cabul e foi embora, levando consigo as nossas esperanças de vida. Nesta guerra, alguns bravos soldados morreram, mas Deus deixou-nos viver para que pudéssemos defender a nossa sagrada terra natal. Meu pé, continuava com cicatrizes e minha língua estava suja com o amargo gosto do petróleo jorrado da terra da prosperidade. Nosso objetivo era o mesmo que de nossos familiares desaparecidos: Matar os culpados por todo aquele pesadelo.

Enfim, quando nós achá-los, recuperaremos nossa honra e então os soldados aprenderão que o céu não é vermelho e que a prosperidade não é amarga.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Sobre Heróis e Salamandras

Dark Way/

Dentro de mim guardo uma outra face de mim. E sobre ela um pequeno livro que com versos negros atravessam meu coração. Acabo por sendo meu próprio monstro, meu próprio inimigo que às vezes tão sozinho não tem a quem recorrer. E nestes olhos tão belos, devo parar de temer. Que do espelho invés da vida. Só se enxerga o medo. Não tenho tanta inveja, mas do que sofrer posso eu? Se nem meus inimigos mais me assusto e nem sabem quem sou eu. Faço destes versos sujos uma parte de meu enterro que da vida haja luz e que o resto não seja negro.

Romantic Way/

Cheio de alegria eu convivo com parte de mim em cinzas.Meu corpo pulsa em tuas veias, e meu coração só pensa em ti. Morrer hei de ficar sozinho mas mesmo assim ficará aqui. Destruído, dilacerado. Que emoções a fazem assim? Seriam meus sonhos ou meus gritos que a deixam de fazê-la bela? Teu rosto tanto me encanta e meus risos só são para ela.

domingo, 26 de outubro de 2008

Fábula do Guerreiro Inca



O dia tranformou-se em noite e o brilho da Lua iluminava o palco da guerra. As estrelas refletidas em sua humilde presença faziam daquela batalha um conto de fadas sem um final feliz e em vez do era uma vez, iniciava mais um dia daqueles. Os soldados na maioria das vezes descontentes com suas funções pareciam ignorar as causas do martírio, querendo salvar a si mesmos sem se preocupar em levar vantagem disto. Pobres homens. Educados a uma cultura de capital, onde números regem vidas. Por aqui, eles representam os números, cada corpo aumenta a soma de um cálculo sem fim. Mais corpos, mais corpos. Estamos perdidos? Por enquanto não. Ainda há esperança. Que soldados são estes que tem medo? Somos todos iguais, somos todos imortais, quem se importa conosco? Nossas famílias? Você deve se esquecer delas ao entrar neste jogo. Vamos brincar de bangue-bangue com balas de chumbo e armas de fogo.


Bem-vindos ao meu mundo, onde o capital gira e os corpos caem. Meros defuntos de uma guerra particular. Dilcaeramentos a parte. Que vivam felizes para sempre aqueles que sobreviveram. E que as estrelas triunfem ao nosso martírio. Porque somente elas se lembram de nós.




domingo, 5 de outubro de 2008

Isaac, Seu Café Está Pronto


É interessante notar o comportamento de algumas pessoas quando expostas a um público. Claro, o nervosismo, o sangue frio, a opinião, a repressão. Tudo isso implica numa mudança de comportamento. Uma hora ou outra, somos obrigados a encarar alguém. Sejam milhões em um estádio de futebol ou sua namorada em um encontro a luz de velas. Sempre teremos que tomar decisões rápidas, falar coisas que não queremos e fazer coisas que não conseguimos. Tudo para depois do jogo, sermos ditos como heróis ou vilões, afinal a sociedade precisa de personagens. E por isso, ou melhor para isso que vamos em lugares finos, nos trajamos bem, compramos flores para nossas esposas. Tudo para no final do dia, ouvirmos dos desconhecidos que somos educados ou como parecemos homenzinhos com certas roupas.... Como se vivêssemos de elogios. Não, não vivemos de elogios, apenas parecem soar bem conosco.
Heróis ou não, seremos obrigados a encarar comentários, rivalidades, costumes.... Talvez, o medo de palco, nos deixem mais fortes, todos aqueles olhos profundos, de pessoas na maioria das vezes ansiosas como se tivéssemos as respostas para suas perguntas, como se tivéssemos a cura para suas doenças ou quem sabe a cura para os seus tédios. Não, apesar dos elogios de sermos bonzinhos e gentis, não temos a cura para os seus problemas.

De um Pseudopalestrante.

G. BoaVista