Eram 2 da manhã quando o despertador soou barulhento e misterioso, minha perna ainda doía. Todos aqueles confiáveis soldados estavam mantendo suas armas em suas mochilas para usá-las na guerra do Oriente Médio.
O comandante pediu-nos para dirigir através do acampamento para ouvirmos o ataque de nossos inimigos. A base principal estava sendo atacada e todos os rádios tinha mensagens de dor e ajuda. Eu ainda não tinha me acostumado àquele céu vermelho-sangue e à toda violência daquele lugar. Nosso carro deixou-nos em Cabul e foi embora, levando consigo as nossas esperanças de vida. Nesta guerra, alguns bravos soldados morreram, mas Deus deixou-nos viver para que pudéssemos defender a nossa sagrada terra natal. Meu pé, continuava com cicatrizes e minha língua estava suja com o amargo gosto do petróleo jorrado da terra da prosperidade. Nosso objetivo era o mesmo que de nossos familiares desaparecidos: Matar os culpados por todo aquele pesadelo.
Enfim, quando nós achá-los, recuperaremos nossa honra e então os soldados aprenderão que o céu não é vermelho e que a prosperidade não é amarga.