sábado, 13 de setembro de 2008

Revolução Maquiavélica


Caríssimos!


Tempos destes, comecei a sonhar acordar, como faço quase todo tempo, às vezes perdidos em outros tempos, às vezes perdido em outras situações, mas sempre perdido, comecei a planejar uma revolta brasileira. Imaginei tudo, das pessoas rebelando até as entrevistas pós-revolucionárias. Para falar a verdade, durante toda a minha vida sonhei em participar de algum tipo de manifesto, seja qual for a causa ou a circunstância. Cheguei a pensar em entrar de alguma organização, como UNE. Mas li em algum lugar que ela tinha se tornado mais uma conglomeração de aliados do governo. Entretanto, sonhei com uma revolução civil, em que todos seguiriam rumo a Brasília, proclamando gritos de liberdade e ética pelos corredores da Câmara e Senado. A revolução envolveria cidadãos de todas as partes do Brasil, do Oiapoque ao Chuí passando por cidades ribeirinhas, metrópoles e zonas agrárias. Cercaríamos o Congresso Nacional, e começaríamos a invasão. Inicialmente de modo diplomático, com educação e classe, pedíriamos aos seguranças para falarmos com o presidente ou o vice. Seríamos em grande número, boa parte do país estaria ali. Não haveria negação. Milhares e milhares de pessoas, em busca de justiça. O presidente não aceitaria, partíriamos para a ignorância, insistiríamos e invadiríamos o Palácio, onde nos alojaríamos e expulsaríamos (ou não.) os Senhores ministros e os Excelentíssimos Senhores Deputados. Aquela seria a Casa do Povo. Literalmente. Não necessitariamos fazer mais nada. Até lá, o presidente já estaria ciente. Quando chegasse, em sua limusine Rolls-Royce, falaria comigo ou com qualquer outro líder de tudo aquilo, conversaríamos sobre a situação política do país e como está sendo utilizado o dinheiro público, não chegaríamos a conclusão alguma, até então, iniciármos a nossa real rebeldia. Todos aqueles rebeldes, construiriam uma nova sociedade, em que cada pessoa deveria contruir pelo menos uma escola ou um hospital ou uma delegacia por ano. Não pelas suas próprias mãos, mas pagando pelo cimento, pelo tijolo e pelos salários dos médicos e carcerários. Assim, não haveria corrupção. Cada um receberia uma lista de coisas a comprar, e invés de impostos, haveria recolhimento de produtos. Beneficiaríamos a indústria, a população e a nós mesmos. E não teríamos mais que sustentar este bando de político corrupto.


Eis aqui, professora, a minha redação sobre política.


De um cara que não é eleitor, e também não é cego.