domingo, 9 de março de 2008

Cantos e Alegoria para uma Tarde Sem Noção


Eu gosto de escrever sobre o tempo. Talvez o tempo seja o meu melhor amigo. Talvez ele seja o fator mais importante para mim. Neste exato momento são 14:44 de um dia ensolarado em uma avenida importante de algum lugar do mundo.


Neste momento, famílias inteiras estão pedindo aos céus pra que recebam as graças. Enquanot eu escrevo, os minutos passam cada vez mais rápidos. Minutos estes que só serão recuperados se forem relatados em algum tempo posterior. Se eu pensar bem, a nossa vida gira em torno de um círculo com números de 1 a 12 e com setas apontando para elas. O relógio. Tantos modelos, marcas, cores, sons.... Que dizem a mesma coisa. Dizem que estamos atrasados, que faltam 15 para as 3, que dizem que estamos envelhecendo. Estamos envelhecendo. Cada vez mais rápido, e só sabemos disto por causa deste aparelho. Se talvez nunca soubéssemos que agora são quinze para as três do dia 9 de março de 2008, talvez nunca soubéssemos que iríamos envelhecer e que talvez um dia nós morreríamos. Se não soubéssemos que daqui alguns meses faremos aniversário e aí teríamos somado mais um ano de vida na Terra tavez nunca saberíamos que aquele seu vizinho tem 67 anos e que sobreviveu as marcas do tempo. Talvez se não soubéssemos do tempo que perdemos em reclamações na operadora local, nunca repararíamos em como somos velhos.


- Talvez nunca saberíamos que um dia o Sol iria se apagar e que a camada de ozônio iria ser rompida.



De um velho ranzinza.